A Unidade de Saúde Familiar Porto de Mar (USF), em Sines, da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) comemorou no dia 8 de janeiro o seu primeiro aniversário.

A Dra. Tânia Barcelos, coordenadora da USF, fala-nos, em nome de toda a equipa, do primeiro ano da USF Porto de Mar.

Qual o balanço do primeiro ano da USF Porto de Mar?

O balanço do primeiro ano de atividade da USF é bastante positivo. Conseguimos não só alcançar os nossos objetivos enquanto equipa, mas também superá-los. Alcançámos resultados em saúde significativos, nomeadamente no que à gestão da saúde e da doença diz respeito. Apesar do Índice de Desempenho da Equipa não estar fechado (só temos resultados publicados referente ao mês de novembro), à data temos os melhores resultados da ULSLA e estamos entre os melhores a nível da Região do Alentejo. As equipas estão satisfeitas e motivadas com a nova forma de trabalho e organização e o feedback dos utentes é também muito bom (resultado preliminar do inquérito de satisfação dos utentes).

Que desafios destacam ao longo deste primeiro ano?

Todos os processos de mudança trazem consigo uma série de desafios, no nosso caso não foi exceção. Houve necessidade de reorganização do trabalho da equipa, onde a maior autonomia exigiu maior responsabilidade e maior necessidade de consistência e dedicação. Trabalhámos para ganhos em saúde e melhoria de indicadores sem conhecer o nosso ponto de partida e sem saber se estaríamos no rumo certo. Do ponto de vista organizacional, foi necessário capacitar toda equipa para a prestação de cuidados de saúde nas diferentes áreas dos CSP, permitindo transformar este desafio numa oportunidade de crescimento e de desenvolvimento da própria equipa.

Os objetivos propostos estão a ser conseguidos? Nomeadamente no que respeita ao atendimento ao utente?

Tal como referido anteriormente, conseguimos superar os nossos objetivos. Apesar da nossa resposta não ser ilimitada, temos respondido às necessidades dos utentes, quer em termos de resposta à doença aguda quer em termos de vigilâncias de doenças crónicas e de prevenção.

Estando anteriormente numa UCSP, que diferenças positivas a equipa encontrou na USF?

Apesar das UCSP e das USF terem objetivos comuns (prestar cuidados de saúde de qualidade), os seus modelos organizativos são diferentes. O facto de existirem equipas de saúde familiar dedicadas a uma lista de utentes, permite um maior envolvimento e cooperação multidisciplinar, potenciando o trabalho desenvolvido. Além disso, na USF a equipa acabou por desenvolver um sentimento de pertença e de identidade coletiva o que reforçou a coesão e o desenvolvimento de sinergias, onde o desempenho da equipa supera a soma do trabalho individual.

Quais os planos/objetivos para o futuro? Aumentar a oferta de serviços prestados e de utentes?

Face à dinâmica atual da equipa, iremos manter a mesma carteira de serviços de 2024, mantendo a qualidade de resposta aos utentes e garantindo a resposta aos utentes que de momento têm o médico de família ausente. Pretendemos melhorar os indicadores que não atingimos na totalidade em 2024, investir na formação da equipa multidisciplinar e dar cumprimento aos critérios de qualidade das USF B. Quando tivermos novamente a equipa a trabalhar em pleno, acreditamos poder avaliar a possibilidade de abrir carteiras adicionais e de aumentar o número de utentes inscritos.

Na vossa opinião, as USF serão um modelo a replicar nas restantes Unidades de Saúde?

Claro que sim! Bastarão equipas motivadas, resilientes e com vontade de fazer mais e diferente.

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