DIETAS SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS PARA ATINGIR “ZERO FOME” –  não se trata apenas de combater a fome; mas também de nutrir pessoas, enquanto nutrem o planeta.

Este ano, o DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÂO pede ações entre setores para tornar as dietas saudáveis e sustentáveis, acessíveis e a todos.

Ao mesmo tempo, convida-nos a repensar o que comemos.

AS NOSSAS AÇÕES SÃO O NOSSO FUTURO.

Nas últimas décadas, mudámos drasticamente as nossas dietas e hábitos alimentares como resultado da globalização, urbanização e crescimento dos rendimentos.

Passamos de pratos sazonais, principalmente vegetais e ricos em fibras, para dietas ricas em amidos refinados, açúcar, gorduras, sal, alimentos processados, carne e outros produtos de origem animal. Os consumidores, especialmente nas áreas urbanas, dependem cada vez mais de supermercados, vendedores de comida de rua e restaurantes de comida pronta.

Uma combinação de dietas pouco saudáveis e estilos de vida sedentários provocou um aumento nas taxas de obesidade, não apenas nos países desenvolvidos, mas também nos países com baixos rendimentos, onde a fome e a obesidade coexistem frequentemente.

Atualmente, mais de 670 milhões de adultos e 120 milhões de meninas e meninos (5-19 anos) são obesos e mais de 40 milhões de crianças menores de 5 anos estão acima do peso, enquanto mais de 800 milhões de pessoas sofrem de fome.

Uma dieta não saudável é o principal fator de risco para mortes por doenças cardiovasculares, diabetes e certos tipos de cancro. Associados a um quinto das mortes em todo o mundo, os hábitos alimentares não saudáveis também afetam os orçamentos nacionais de saúde, e muito.

O que é uma dieta saudável?

É aquela que atende às necessidades nutricionais dos indivíduos, fornecendo alimentos suficientes, seguros, nutritivos e diversos para levar uma vida ativa e reduzir o risco de doença. Inclui, entre outros, frutas, vegetais, legumes, nozes, sementes e grãos integrais e alimentos com baixo teor de gorduras (especialmente gorduras saturadas), açúcar e sal.

Hall Principal do Hospital do Litoral Alentejano

QUE AÇÕES PODEMOS TOMAR PENSANDO NO FUTURO?

1- Não desperdice água. Estima-se que todo o processo produtivo para se obter um litro de refrigerante engarrafado possa necessitar de até 300 litros de água.  Se tiver sede beba água!

2- Diversifique a sua dieta e substitua refeições de carne ou peixe por leguminosas (feijão, grãos…) e “cereais” (arroz, massa, …). Uma pequena refeição com carne ou peixe por dia é mais do que suficiente para um adulto; e reduz o desperdício dos recursos naturais, gastos em todo o processo de produção da carne.

3-Evite a contaminação dos solos. Guarde os óleos de fritura e verifique se na sua autarquia já existem contentores apropriados. Separe o lixo.

4-Sempre que possível compre fresco e em modos de produção como o biológico. Quanto mais se comprar maior será a redução de preços.

5-Se possível, compre fresco e cozinhe no mesmo dia. E faça para que este gesto se repita  ao longo do mês. Menos embalagem, menos frio, mais sabor, maior relação com a comunidade, maior proximidade com a natureza. E menos poluição.

6-Reduza o plástico nas embalagens, nos recipientes para guardar alimentos em casa ou nos sacos com os quais vai fazer compras. Para além da proteção ambiental, reduz o contato dos alimentos com eventuais produtos tóxicos do plástico.

7-Planeie cuidadosamente as compras e não compre mais do que o que necessita.  Um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo são deitados fora. Aprenda a utilizar as sobras das refeições para novos pratos com os devidos cuidados.

8-A fruta é muitas vezes deitada fora apenas por não preencher alguns requisitos de beleza. Escolha fruta menos bonita, mas igualmente saborosa. Procure diferentes variedades.

9-Compre perto de casa e escolha produções e produtores locais, sempre que possível. Quanto menos os alimentos viajam menos poluem. Quando compramos “local” estamos a apoiar o emprego local e a nossa comunidade.

10-Não seja um consumidor passivo, mas sim um cidadão comprometido com a escolhas alimentares que ajudem a deixar este planeta habitável para os nossos descendentes.

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Daniel Martins,

Dietista da Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano

Fonte: Nutrimento, blog do PNAPAS / FAO