No âmbito do projeto PHDA em contexto escolar – Capacitar para melhor acompanhar dinamizado pela Unidade de Saúde Pública em parceria com o CAFAP Espiga e o Centro de Formação da Associação de Escolas do Alentejo Litoral têm vindo a decorrer ações de curta duração para os profissionais das escolas dos concelhos de Santiago do Cacém e Sines.

Esta primeira edição do curso PHDA O que há? contou com duas sessões para docentes, psicólogos e terapeutas ocupacionais das escolas dos concelhos de Sines (fevereiro) e Santiago do Cacém (março). As sessões direcionadas para as assistentes operacionais contaram com participantes do Agrupamento de Escolas Professor Arménio Lança em Alvalade Sado, do Agrupamento de Escolas de Sines e Escola Poeta Al Berto e Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém, em três sessões distintas com a duração de quatro horas cada.
Dada a elevada adesão dos profissionais das escolas, decorrerá uma edição extra, no Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém, nos dias 7 e 14 de maio para vinte e dois docentes com a duração de seis horas.

Com este curso pretendemos capacitar os profissionais das escolas quanto aos consensos atuais na perturbação de hiperatividade e défice de atenção, melhorar a acuidade da identificação de alunos com PHDA e respetiva sinalização às equipas de Saúde Escolar, implementar estratégias eficazes para lidar com os comportamentos típicos de alunos com PHDA e ainda, permitir uma melhor contribuição dos profissionais das escolas na integração plena dos alunos com PHDA na comunidade escolar.

No total, foi possível capacitar cerca de 90 profissionais das escolas dos dois concelhos, com enfoque nas estratégias em contexto escolar e partilha e análise de situações reais, pelo que acreditamos que deste modo estamos a contribuir para uma comunidade escolar mais inclusiva e consciente das necessidades dos alunos com PHDA.
Através da formação contínua e da partilha de boas práticas, acreditamos que os profissionais das escolas se sintam mais preparados para enfrentar os desafios diários e possam oferecer um ambiente de aprendizagem mais acolhedor e adaptado às especificidades de cada aluno, sendo que, a colaboração entre as escolas e as equipas de Saúde Escolar é fundamental para garantir que os alunos com esta perturbação recebam o apoio necessário, promovendo assim o seu desenvolvimento académico e social pleno.