O Novo ano começou com a esperança de que poderíamos combater a atual pandemia com uma poderosa ferramenta: A Vacina contra a COVID-19.

A vacina será sem dúvida, a forma de atingir o mais cedo possível a imunidade de grupo.
No entanto, até lá não é possível aliviar as medidas preventivas.
Não conseguiremos controlar esta pandemia se não tivermos em conta as medidas de distanciamento social, de etiqueta respiratória e de higiene das mãos, recomendadas pela Direção Geral da Saúde, até estar vacinada mais de 70% da população.
A vacinação contra a Covid-19 permitirá, ao longo de 2021 prevenir essencialmente o surgimento de doença grave e as suas consequências.
Surgem assim algumas questões que importa esclarecer aos nossos utentes:

A Vacinação é obrigatória?
A Vacinação contra a COVID-19 é voluntária e fortemente recomendada para a proteção da Saúde Pública e para o controlo da pandemia.

Quem serão as primeiras pessoas a serem vacinadas?
Atendendo ao acesso limitado e faseado às vacinas contra a COVID-19, pelo menos numa primeira etapa, foi necessário definir grupos prioritários para a vacinação norteados por princípios científicos, éticos, com boa aceitação e possíveis de executar.
De acordo com a informação disponível nesta data, os grupos prioritários para a vacinação contra a COVID 19 numa primeira fase são:
• Profissionais e residentes em lares e Unidades da Rede de Cuidados Continuados,
• Profissionais de Saúde, forças armadas, forças de segurança e serviços críticos
• Pessoas com 50 ou mais anos com pelo menos uma das seguintes doenças:
◦ Insuficiencia cardiaca
◦ Doença coronária
◦ Insuficiencia renal grave
◦ Doença respiratória crónica
Numa segunda fase serão vacinados todos os utentes com 65 anos ou mais com ou sem patologias e os utentes com 50 a 64 anos com pelo menos uma das seguintes doenças:
• Diabetes.22
• Neoplasia maligna ativa.
• Doença renal crónica.
• Insuficiencia Hepática.
• Obesidade
• Hipertensão arterial.

Numa terceira fase prevê-se vacinar a restante população desde que com critérios para serem vacinados.

Se for doente de risco e decidir ser vacinado?
• Mantenha as suas consultas de vigilância em dia;
• Mantenha atualizado o seu contacto telefónico no seu centro de Saúde pois poderá ser contactado pelos profissionais;
• Tenha atenção às tentativas de burlas. Certifique-se que é contactado pela equipa do seu centro de saúde;
• Mantenha-se atento à informação divulgada através da comunicação social e redes sociais.

Quem administrará as vacinas?
As equipas de vacinação são constituídas por um médico e enfermeiros com treino em vacinação e atuação em caso de reações alérgicas.

Deve ter alguma precaução antes de ser vacinado?
Se estiver com febre, tosse ou dificuldade respiratória, alterações do paladar ou olfato não deve ser vacinado e deverá contatar o SNS 24 (808 24 24 24)

O que fazer se surgirem reações adversas?
Geralmente as reações adversas às vacinas são ligeiras e desaparecem alguns dias após a vacinação.
Com esta vacina podem surgir: dor o inchaço no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações ou febre. Se tiver febre, pode tomar paracetamol. Se apresentar dor, inchaço ou calor no local da injeção pode aplicar gelo várias vezes ao dia por curtos períodos, evitando o contacto direto com a pele.

As pessoas que já estiveram infetadas pelo coronavirus poderão ser vacinadas?
Enquanto a disponibilidade das vacinas for limitada, a vacinação é priorizada para quem mais dela beneficia, pelo que não são prioritárias para vacinação as pessoas que recuperaram da infeção por SARS-CoV-2.
No entanto, nos lares e unidades da RNCCI a vacinação de todas as pessoas elegíveis independentemente de história prévia de infeção por SARS-CoV-2 é a medida adequada de forma a possibilitar o plano logístico e de administração.