As doenças orais são, ainda hoje, as doenças mais prevalentes na população mundial, com impactos consideráveis na saúde e bem-estar das pessoas. Deste conjunto de patologias assumem maior destaque a cárie dentária e a doença gengival.

Tanto uma como outra são altamente vulneráveis a estratégias de prevenção, nomeadamente, limitação do consumo de alimentos açucarados e boas práticas de higiene oral diária (onde se inclui a escovagem dos dentes com uma pasta com flúor e o uso do fio dentário).

O tratamento destas doenças tem forte impacto económico, não só para as famílias, como para o próprio sistema de saúde, pelo que a estratégia nacional para esta área passa por actuar antes da doença chegar, promovendo e protegendo a saúde oral o mais precocemente possível.

A cárie dentária afecta principalmente as crianças e os jovens, tendo merecido, ao longo das últimas décadas, a atenção dos serviços públicos de saúde, nomeadamente através de acções dirigidas à população em idade escolar, como o incentivo à escovagem dos dentes na escola, a distribuição de flúor para bochechar, a aplicação de selantes de fissuras, e, mais recentemente, a aplicação de verniz de flúor nos jardins-de-infância.

A Unidade de Saúde Pública do Alentejo Litoral participa activamente na gestão e execução do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, sendo os seus três higienistas orais os principais intervenientes, desdobrando-se em diversas actividades nos cinco concelhos da Região, actividades essas que vão desde a promoção da literacia junto de crianças e jovens, grávidas, idosos, entre outros, até às consultas de higiene oral nos centros de saúde.

O último Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, de 2015, disponível na página da Direcção-Geral da Saúde, veio revelar os impactos significativos destas medidas na saúde da população, em especial, no grupo das crianças e jovens.

Neste estudo, a Região Alentejo obtém os melhores indicadores de saúde oral aos 12 anos, idade onde se reflecte todo o trabalho desenvolvido desde o jardim-de-infância. São resultados que a todos nos enchem de orgulho, não só à Unidade de Saúde Pública, como a todos os demais profissionais envolvidos.

É, por isso, nossa convicção (e a evidência científica assim o demonstra) que o caminho que estamos a seguir é o correcto, e que com os esforços de todos – médicos de saúde pública, higienistas orais, enfermeiros, autarcas, professores e auxiliares, não esquecendo pais e encarregados de educação – é possível construir um futuro sem doença e de forma sustentável.

Se tem filhos em idade escolar, não deixe de participar no Programa de Saúde Oral quando convidado! Manter um sorriso para a vida está nas mãos de todos nós.

A ULSLA, EPE e a USP do Alentejo Litoral estarão representadas por um dos seus higienistas orais num evento de dimensão nacional comemorativo desta data, na cidade de Pombal. A higienista oral de Santiago do Cacém e Sines realizará, em conjunto com uma professora formada em educação física e desportiva, aulas de escovagem de dentes utilizando a música como veículo de expressão corporal e aprendizagem, no Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém. A higienista oral de Odemira entregará “brindes” com alguns conselhos de saúde oral aos alunos com quem irá trabalhar esta semana, de forma a também assinalar a data.