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Há sinais de alerta que podem ser preditivos de uma perturbação da linguagem (oral e escrita).
Estes sinais de alerta podem ser:
• Dizer as primeiras palavras mais tarde comparativamente a outras crianças da mesma
idade;
• Trocar sons nas palavras (Ex: bota/mota);
• Fazer reformulações do que quer dizer (Hoje cinema vamos…Vamos hoje ao cinema?);
• Fazer frases curtas e/ou desorganizadas (Está à filha calçar sapato);
• Dificuldade em lembrar-se dos nomes das coisas (descrevendo-as pela função, pela ação,
pelas características, através de gestos, ou ainda substituindo por outra);
• Não ser objetivo nas descrições que faz dos acontecimentos;
• Dificuldades em perceber piadas, anedotas ou charadas, interpretando-as à letra;
• Não conseguir manter o tema de conversa;
• Responder desadequadamente a perguntas começadas por “Quem, Como, Quando,
Onde, Qual…”;
• Não adaptar o estilo de linguagem, de acordo com o contexto e com o interlocutor;
• Dificuldade em produzir/reproduzir histórias, lengalengas e canções;
• Compromisso na produção e reconhecimento de rimas.
No fim do 1º ano de escolaridade (período de automatização dos mecanismos da
escrita/leitura) consideram-se ainda como sinais de alerta:
• Inversões ou troca de letras ou sílabas e/ou palavras Ex: secola (escola); fela (vela);
• Omissão de letras e/ou sílabas, Ex: Sato (sapato); casola (camisola);
• Dificuldades em discriminar sons, Ex: f/v s/z ch/J
• Dificuldade na interpretação de frases e/ou textos;
• Narrativa escrita pobre, mal estruturada no espaço e no tempo (morfossintaxe)
A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano possui um conjunto de técnicos qualificados
para responder às necessidades das crianças e jovens, ao nível das perturbações da
linguagem.
Se tem alguma preocupação em relação à linguagem do seu filho não hesite em falar com
o seu médico que poderá propor uma avaliação em terapia da fala.