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Cidadão

Dádivas de Sangue

A dádiva de sangue é um acto de solidariedade que além de não ser prejudicial à sua saúde, pode salvar vidas. O organismo humano tem a capacidade de reconstituir em algumas horas o volume de sangue que lhe foi retirado com a dádiva.
No entanto, algumas precauções devem ser tomadas para assegurar o seu bem-estar e segurança, e acelerar o processo de recuperação.

Horário no Serviço de Imuno-hemoterapia

terças-feiras
quintas-feiras
1º sábado de cada mês (exepto feriados)
das 9:00 às 12.00h

Eu posso dar sangue?

Pode dar sangue se tiver bom estado de saúde, hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50kg e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos.  Para uma primeira dádiva, o limite de idade é aos 60 anos.

Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes/ano) e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes/ano) sem qualquer prejuízo para si próprios. Uma unidade de sangue total representa aproximadamente 450ml. Cada pessoa tem em circulação 5 a 6 litros de sangue, dependendo da sua superfície corporal. O sangue doado é rapidamente reposto pelo nosso organismo. Não há qualquer possibilidade de contrair doenças através da dádiva de sangue, pois todo o material utilizado é estéril e descartável, usado uma única vez.

Para sua segurança não dê sangue se:
– alguma vez utilizou drogas por via endovenosa;
– teve contactos sexuais a troco de dinheiro ou drogas;
– sendo homem ou mulher, teve contactos sexuais com múltiplos (as) parceiros(as).

Se foi parceiro sexual de:
– qualquer dos grupos anteriores;
– seropositivo para o Vírus de Imunodeficiencia Humana – VIH;
– portador crónico do Vírus da Hepatite B e Hepatite C – VHB, VHC.

E, ainda se:
– tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jakob e variante – DCJ, vDCJ;
– fez tratamento com hormona de crescimento, pituitária ou gonadotrofina de origem humana;
– fez transplante de córnea ou dura-máter;
– fez transfusão;
– tem Epilepsia, Diabetes insulino-dependente ou Hipertensão grave;
– teve Paludismo/Malária nos últimos 3 anos;
– esteve em países tropicais nos últimos 6 meses;
– teve parto ou amamentou nos últimos 6 meses;
– teve um novo(a) parceiro(a) sexual nos últimos 6 meses;
– foi operado nos últimos 4 meses;
– fez endoscopia, colonoscopia ou citoscopia nos últimos 4 meses;
– fez tatuagem, piercing ou mesoterapia nos últimos 4 meses;
– teve febre, diarreia ou vómitos há menos de 1 mês.

pdf-fileVeja o nosso folheto sobre cuidados a ter após dádiva de sangue

Medula Óssea – Porquê ser dador?

Se quer ser Dador de Medula Óssea pode fazer a sua Inscrição no HLA.

A transplantação de medula óssea é uma prática terapêutica reconhecida, que permite muitas vezes a cura de doenças graves e que podem ser frequentemente mortais.

Estas doenças são muito variadas e podem ocorrer quer em adultos quer em crianças. As mais frequentemente citadas são as leucemias, outras há como a aplasia medular (diminuição importante ou ausência na medula óssea das 3 linhas celulares que dão origem aos eritrócitos, leucócitos e plaquetas do sangue periférico), ou ainda algumas imunodeficiências primárias que se manifestam pouco tempo após o nascimento.

Para estas situações, muitas vezes a única esperança de vida é a transplantação de medula óssea com um dador idêntico.

Tal como já foi referido, uma das condições absolutas para o sucesso da transplantação de medula é a compatibilidade tecidular entre dador e receptor. Assim, é preciso transplantar o doente com uma medula óssea tão idêntica quanto possível no que respeita aos marcadores ou antigénios HLA (antigénios de leucócitos humanos).

A pesquisa de um dador compatível orienta-se primeiro para os irmãos do doente mas as famílias numerosas são cada vez mais raras e além disso apenas 1 doente em cada 4 encontra um dador idêntico entre os irmãos, isto é, que tenha herdado as mesmas características tecidulares paternas e maternas.

Por isso, em muitos casos, a única esperança de cura é encontrada em dadores voluntários compatíveis com o doente.

Como ser dador ?

Se a sua idade está compreendida entre 18 e 45 anos, se tem boa saúde e gostava de ser dador voluntário de medula, basta que transmita ao CEDACE ou aos Centros de Dadores a sua vontade.

Vai-lhe ser pedido o nome e a morada e irá receber um folheto informativo do processo e um pequeno questionário clínico que deverá preencher e devolver. Esse questionário vai ser depois avaliado por um médico e caso não haja nenhuma contra-indicação vai ser chamado para fazer uns testes que especificamente são os seguintes:

Tipagem HLA_AB DR
Marcadores virais: HbsAg, Anti-HCV, Anti-HIV 1, 2
Estes dados serão guardados numa base informática nacional e internacional e serão usados sempre que um doente nacional ou internacional seja proposto para transplantação de medula óssea.

As várias etapas até à doação

Se o doente não tiver um dador familiar compatível é iniciada uma pesquisa aos registos de dadores. Assim que é identificado um potencial dador compatível, este é informado e, caso aceite, vai prosseguir o processo.

Nessa altura o dador vai ser chamado para fazer testes adicionais de compatibilidade, bem como uma nova avaliação para doenças virais que possa ter tido no espaço de tempo entre a inscrição e a chamada. É este o passo a que chamamos a activação do dador.

Se a avaliação de todos os resultados laboratoriais continuar a considerar o potencial dador como o mais indicado, este vai ser submetido a um exame médico completo e no qual onde pode ainda esclarecer quaisquer dúvidas que tenha sobre o processo de dádiva.

Nesta fase o dador deve estar absolutamente certo da sua decisão de fazer a doação e é-lhe então pedido para assinar um impresso de consentimento informado. A partir desse momento o doente começará a fazer a preparação para a dádiva de células de medula.

Mais Informação em:
Centro de Histocompatibilidade do Sul


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